Caixa de texto: IGT - INSTITUTO DE GESTALT-TERAPIA E ATENDIMENTO FAMILIAR - CRPJ 05/0347
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SELF E TEMPORALIDADE[1]

 

Rosane Lorena Granzotto[2]

Marcos J. Muller-Granzotto[3]

 

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Aritgo publicado na revista do X Encontro Goiano Da Abordagem Gestáltica.

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Resumo

Neste texto pretendemos abordar o entendimento de Perls, Hefferline e Goodman (1997) sobre o caráter “dinâmico” e “temporal” do ajustamento criativo e respectivas interrupções. Da mesma forma, pretendemos comentar a função que a descrição das interrupções da criatividade deveria cumprir no âmbito da clínica gestáltica, precisamente, constituir um método de decifração da estrutura de um comportamento neurótico único (Perls e cols., 1997: 259). Nesse sentido: i) preocupados em restabelecer não só a dinâmica figura/fundo, mas, principalmente, o caráter temporal sem o qual o ajustamento criativo seria apenas uma cadeia de ocorrências sem ligação entre si, ii) e preocupados em resgatar a compreensão de que a descrição das interrupções não se presta a constituir uma tipologia de pessoas neuróticas, mas a estabelecer um método de trabalho clínico coerente com o caráter único e temporal dos ajustamentos neuróticos, iii) propomos - mais que uma nova apresentação gráfica das noções de ajustamento criativo do self e respectivas interrupções -, uma releitura da gênese das diversas configurações neuróticas que, para Perls e cols. (178), mais não são que “inibições variadas do processo de contatar o presente”. Para tal, recorreremos à base filosófica desde onde, como reconhece o próprio Perls, “toda classificação, descrição e análise exaustivas das estruturas possíveis do self” deve ser estabelecida, qual seja essa base, a fenomenologia (189). Precisamente, recorreremos à descrição fenomenológica da vivência do tempo, na qual encontramos a matriz desde onde pudemos pensar o vínculo entre a dinâmica figura/fundo e a teoria da neurose enquanto inibição variada do processo de contatar o presente.

PALAVRAS-CHAVE:

Gestalt-terapia   self    fenomenologia   temporalidade    consciência    intencionalidade    neurose

 



[1] Artigo publicado na Revista do X Encontro Goiano da Abordagem Gestáltica, Número 10, 2004.

[2] Psicóloga clínica, gestalt terapeuta, mestranda em filosofia, diretora do Instituto Gestalten, Florianópolis – SC, mullergranzotto@gestalten.com.br

[3] Doutor em Filosofia, professor dos programas de pós-graduação em filosofia e literatura da UFSC (Florianópolis, SC), mullergranzotto@gestalten.com..br