TERAPIA DE FAMÍLIA
Roberta Ferreira
Domingues
Março / 2004
Ao pensar em atendimento familiar fica difícil para mim, não
pensar na inclusão de crianças ou adolescentes no sistema que se apresenta para
a terapia. Acredito que existem várias configurações para o sistema familiar e
essas configurações incluem o modelo pai - mãe - criança e o modelo pai - mãe -
adolescente entre outros.
Assim, para atender uma família é preciso refletir sobre
as implicações que tais modelos vêm causar. Em relação aos riscos que me
parecem existir, penso nas famílias que vêm à terapia com a queixa em torno da
criança ou do adolescente e no cuidado que se deve ter para lidar com tal
situação, ao mesmo tempo, em que é preciso tomar cuidado para não
responsabilizar excessivamente os pais ou um dos pais. Nessa mesma questão, se
enquadra o medo principal e também o grande impasse que pode potencialmente
surgir. Esses todos são aspectos que, a meu ver, têm um certo ar negativo.
Demais aspectos por sua vez podem ser englobados num ramo
de aspectos positivos. Os encantos e as possibilidades no atendimento de uma
família, para mim estão relacionados à oportunidade de ver todo um sistema
trabalhando junto, diante do terapeuta e concomitantemente, isto é algo que só
a terapia familiar permite e que para a criança e o adolescente - que ainda
sofrem tanta influência desse sistema - pode ser extremamente rico. Portanto, a
meu ver, a terapia familiar deve ser indicada quando qualquer um dos membros se
sentir incomodado por alguma situação que envolva a família e o terapeuta
precisa ter habilidade para enxergar essa família a partir das características
que foram citadas acima.